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A importância da gestão de conflitos nas organizações

Comunicação Interna

A importância da gestão de conflitos nas organizações

SimbioX
Escrito por SimbioX em 27 de fevereiro de 2020

Conflito é um choque de opiniões, onde existe profunda falta de entendimento entre duas ou mais partes. Assim, gestão de conflitos nas organizações é um conjunto de ações que buscam resolver essas diferenças de opiniões dentro das empresas.

No mundo corporativo,  os conflitos podem estragar o ambiente organizacional, atrasar projetos e causar sérios danos internos e externos, se não forem tratados a tempo. Ou podem ser enriquecedores, se bem conduzidos; para alguns especialistas, o combate é o motor que alavanca as mudanças.

Mesmo com uma conotação negativa, a diferença de opiniões pode fazer com que um time busque soluções criativas para realizar suas atividades. Se liderados corretamente, trarão problemas existentes à tona e os resolverão da melhor possível.

O importante é saber diferenciar se os conflitos são do tipo agregador ou dos que causam prejuízos para a empresa e para os colaboradores.

Conflitos mal gerenciados geram frustração e tensão entre os colaboradores, afetam o desempenho de atividades, reduzem a produtividade e atrapalham o bem-estar das pessoas.

O que causa os conflitos nas organizações?

É importante olhar para os processos e observar como fluem. Processos sobrepostos e retrabalhos geram tempos improdutivos além de custos e perdas de oportunidades.

Outra questão bem importante é investigar a cultura organizacional e observar as interações humanas.

Há três categorias de conflito: o de natureza humana, onde o que entra são os valores dos indivíduos e como reagem às situações.

Os estruturais, que estão ligados às normas e políticas da empresa geram conflitos quando são muito rígidas ou burocráticas.

E as de origem externa, que são as pressões do mercado, problemas pessoais, que acabam interferindo no ambiente profissional.

Um dos fatores que mais causa conflitos são mudanças. São as mudanças que forçam a empresa a se adaptar a novos cenários estruturais, comportamentais e tecnológicos.

Normalmente as mudanças são motivadas por melhoria nos processos, redução de custos, potencialização dos ganhos. E nessa avalanche de transformações, ocorrem também demissões e um sentimento geral de insegurança, que gera muitos conflitos.

Funcionários com medo de serem demitidos acabam tratando uns aos outros como concorrentes, o que gera muita disputa. Sobrecarga de trabalho e excesso de cansaço também ocasionam atritos entre o líder e seus subordinados.

Conflitos e reações nas Organizações

Existem alguns tipos de conflitos, que podem ser internos ou externos.

Os internos são os interdepartamentais e os externos, podem ser entre empresas ou governo, numa amplitude maior.

Nas empresas, podemos dividir os conflitos em dois tipos: racional e emocional

Racional

É o tipo de conflito relacionado a um projeto e o desenrolar do mesmo.

É racional porque baseia-se em dados e situações, não pessoas.

Emocional

Esse conflito já diz respeito a problemas de relacionamento entre colaboradores, que por não conseguirem se comunicar em paz, acabam afetando o resultado.

Situações como atrasos, erros, má vontade caracterizam o conflito emocional.

Nesses casos, o líder tem que ser muito assertivo na gestão de pessoas, no sentido de deixar muito claro os papéis de cada um, prazos, orçamento, e sempre estimular muito o diálogo.

Reações diante de um conflito

Várias reações são esperadas em cenários de divergência. No mundo corporativo, há quatro tipos que são mais recorrentes:

Reação Divergente

Quando ambos querem impor a sua opinião e não se chega em um lugar comum. Os dois ficam “lutando” sem se ouvirem e acabam perdendo o foco do trabalho, acarretando atrasos e perdas.

Reação Conflitante

Um líder usa seu cargo como fator determinante para escolha, sem ouvir os demais integrantes do time.

A insatisfação gerada acaba prejudicando a equipe, que segue em frente, mas não com a mesma energia.

Reação Concorrente

Um líder autoritário se submete a uma determinação do chefe, mas fica com aquela situação “engasgada”. Isso gera uma relação de disputa ou desejo de vingança, difícil de contornar.

Reação Convergente

Esse é o cenário ideal, onde o líder consegue equilibrar a sua opinião com a opinião divergente do grupo, buscando o melhor para o projeto.

Como fazer a gestão de conflitos nas organizações?

A gestão de conflitos nas organizações pode ser usada em qualquer área da empresa, principalmente as que combinam perfis muito diferentes entre si, mesclando profissionais jovens com experientes.

As metodologias ágeis inclusive apoiam a gestão de conflitos nas organizações, para que os conflitos se resolvam rapidamente.

Nas empresas atuais, as relações são menos hierárquicas e mais correponsabilizadas pelos resultados. As pessoas são donas dos seus processos e envolvidas com as entregas da sua área.

Minimizando os conflitos

Normalmente o líder nas empresas é o profissional que mais domina um assunto ou que consegue direcionar o time em busca de um objetivo comum.

Para ser um bom líder, independentemente de sua formação, ele precisa ter:

Boa capacidade de negociação

Devem ser bons ouvintes e ponderar tudo que for levantado antes de fechar a questão. São eles que juntam equipes a clientes, fornecedores, todos envolvidos no processo. E agilidade também, para manter o time engajado e envolvido.

Rápido na resolução dos problemas

O líder deve visualizar os problemas e agir rapidamente para não deixar que algo pequeno vire recorrente, como atrasos, erros e desmotivação.

Entendimento do cenário

Após identificar o conflito e conseguir unir a origem, consequências e reações, o líder deve buscar as informações para iniciar a negociação.

Comunicação assertiva na gestão de conflito das organizações

A comunicação ineficaz é um dos grandes causadores dos conflitos nas empresas. Falhas nesse sentido acontecem em vários níveis e se multiplicam com facilidade, gerando uma série de informações desconexas que afetam os processos da organização.

Empresas que não têm procedimentos de comunicação interna bem definidos e não treinam seus líderes para comunicar, costumam ter sérios problemas nesse sentido.

Um bom gestor de conflitos é um bom ouvinte e assertivo na hora de falar, sabendo usar o diálogo do ganha-ganha trabalhando com as expectativas de todos envolvidos.

Diferenças de opinião fazem parte e são até saudáveis. Porém, isso não significa que não devam ser evitadas.

Os gestores devem sempre ter como primeira opção o diálogo, ser um bom ouvinte e analisar muito bem o cenário antes de tomar uma decisão.

É importante observar os conflitos e entender o que motivam as divergências, antes que virem discussões pesadas. O líder tem que ter a sensibilidade de perceber as mudanças antes que um pequeno mal entendido vire um grande conflito.

Conclusão

Para finalizar, uma comunicação clara e concisa é necessária em todo ambiente organizacional. Através do diálogo que os conflitos costumam ser resolvidos com mais facilidade.

E como podemos notar, uma gestão de conflito bem administrada traz benefícios a empresa.

E a sua empresa, que ferramenta utiliza para fazer a gestão de conflitos? Deixe sua opinião nos comentários.

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