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Decifrando a Hiperautomação e seus recursos

Transformação Digital

Decifrando a Hiperautomação e seus recursos

SimbioX
Escrito por SimbioX em 10 de setembro de 2020

Segundo dados do Gartner, a Hiperautomação é a tendência tecnológica número 1 para 2020.

A Hiperautomação é a evolução de uma automação simples para alcançar recursos robóticos mais engenhosos, autônomos e digitais. Essa jornada moderniza processos de serviços automáticos agilizando tarefas mais complexas através do uso de tecnologias como inteligência artificial (IA) e aprendizagem de máquinas (ML).

Forbes Insights indica que o uso da inteligência artificial aumenta o rendimento operacional em 47%

Conhecida também por outros nomes, como Digital Process Automation (termo criado pela Forrester) ou Intelligent Process Automation (como nomeado pelo IDC), a hiperautomação mostra-se como essencial para negócios que visam a transformação digital de seus processos e fornecer experiências diferenciadas para seus clientes.

Para adequar a Automação dos Processos Robóticos (RPA) aos elementos da inteligência artificial, a hiperautomação aplica uma reformulação de mecanismos e mentalidade corporativa. Ela desenvolve competências técnicas que simplificam e otimizam serviços complexos de máquinas, sistemas e processos.

Saiba mais sobre a hiperautomação, seus benefícios e desafios neste conteúdo oferecido pela Certsys.

A Hiperautomação também é uma metodologia e uma nova cultura organizacional

É impossível obter crescimento sustentável sem levar a inteligência artificial para dentro das operações. A hiperautomação atua com imediatismo e programações avançadas, tanto para entregar soluções em alta velocidade quanto para fornecer operações dinâmicas e escaláveis. Tudo isso, visando atender o cliente de forma rápida e precisa, praticando a ideologia que coloca pessoas no centro de qualquer experiência (People Centric).

De acordo com a Forrester, 86% dos líderes afirmam que a experiência do cliente é uma alta prioridade comercial e, por isso, pretendem investir em automação.

Se a tecnologia participa do andamento da sociedade e dita mudanças, ela precisa ser centrada nas necessidades reais das pessoas.

A hiperautomação aprimora processos e sistemas do início ao fim, elevando as competências da automação e lidando com máquinas de maneira mais cognitiva, amadurecendo as programações e transformando software simples em soluções de alta performance. Aqui, demandas rotineiras são ágeis, porque a padronização avançada da hiperautomação ajuda na tomada de decisões com base em dados e detalhamento de desempenho.

A necessidade de Governança para Automação

Embora os líderes já tenham entendido a relevância da automação para o crescimento de seus negócios e para a satisfação dos clientes, somente ferramentas não são suficientes para extrair o máximo dos benefícios. É necessário envolver cultura, pessoas e processos.

De acordo com o Gartner, “é preciso construir um modelo de governança que possibilite escalar tarefas de automação com alta velocidade e com otimização do ROI”


Adicionalmente, orquestrar diversas automações distintas é uma tarefa bastante complexa. Logo, para que as empresas possam evoluir é necessário adquirir mais maturidade de suas automações e modelo de negócio.

Desta forma, a governança se faz fundamental para escalar as automações para todas as áreas da empresa, auxiliando na visualização dos processos, aprimoramento de colaborações, redução de custos e aumento da satisfação dos usuários e clientes.

Entendendo a jornada para a Hiperautomação em três fases:

A primeira fase da Hiperautomação é um aperfeiçoamento do RPA com a aquisição de APIs (Application Program Interface) em um processo contínuo de integração e comunicação facilitada entre aplicativos e programações. Nessa iniciação, já temos uma interatividade mais robusta através dos endpoints, onde podemos hospedar, acessar e visualizar dados de maneira mais segura, ágil, simultânea e/ou remota.

Na segunda fase, há uma evolução técnica graças ao trabalho de associação do Digital Workflows (automatizar carga de trabalhos) e o Conversation UX (humanização da linguagem dos processos automatizados). Agora, obtemos robôs com linguagem natural, visualizamos múltiplas estações de trabalho ao mesmo tempo adquirimos operações automatizadas.

A terceira fase provoca uma expansão na conectividade e interação sistêmica, onde ações multiplataformas já são possíveis e os recursos de AIOps (Inteligência Artificial para Operações de TI) se une ao ML para prover soluções dinâmicas em ambientes físicos, digitais ou híbridos com tecnologia cibernética escalável. 

O papel dos fluxos de trabalho digitais

Dentro da evolução da hiperautomação, os chamados Digital Workflows são as versões digitais e automatizadas dos fluxos de trabalho. Para entender a importância destes fluxos é importante diferenciá-los de simples tarefas e processos.

Tudo começa como uma tarefa, mas a maneira como estas tarefas se conectam aos processos é o que determina sua eficiência. De maneira parecida, os processos se conectam aos workflows, envolvendo diversas pessoas ou times. Workflows podem ser simples ou bastante complexos, porém todos englobam processos que dependem uns dos outros para cumprir um objetivo maior. 

A automação, ou digitalização, destes workflows é um trabalho que exige muito experiência e envolve, acima de tudo, pessoas, através de seus conhecimentos individuais ou da cultura da organização como um todo.

Os resultados dos fluxos de trabalhos digitais, mesmo através de tanto esforço, são altamente compensatórios, pois removem diversos gargalos como decisões, ações e respostas que diminuem o ritmo de trabalho. Processos manuais, ainda, podem piorar ainda mais esta situação e são igualmente sanados pela digitalização dos workflows. Ainda, atuando com os fluxos digitais é possível criar experiências realmente diferenciadas tanto para colaboradores como para clientes.

Ou seja, a automação dos fluxos de trabalho é imprescindível para que a hiperautomação entregue benefícios de maior produtividade, qualidade e escala de negócios.

Inteligência Artificial como protagonista

O RPA tem um crescimento expressivo de adoção pelas empresas ano após ano. Isso acontece, principalmente, por se tratar de uma solução de custo acessível e de retorno sobre investimento alto e rápido.

Porém, por se tratar de uma tecnologia simples, exige que suas configurações sejam feitas através de processos já conhecidos e utilizando base de dados devidamente estruturada. 

O que ocorre é que a maioria dos dados que as empresas possuem não são estruturados e os processos, por sua vez, não estão devidamente documentados para que o software entenda como deve proceder. Logo, é necessária a intervenção humana para “explicar” ao RPA como ele deve proceder em casos de exceção ou até mesmo para executar tarefas mais complexas.

A junção da Inteligência Artificial ao RPA busca sanar justamente esta lacuna. Através da IA, o computador pode analisar os dados e tomar decisões assertivas, compreendendo os padrões e automatizando de forma mais ampla menos processos bastante complexos. O principal objetivo da hiperautomação é automatizar tudo que for passível de automação e a IA é base para que isso aconteça.

Como um dos principais braços da Inteligência Artificial para DevOps, o AIOps se baseia em big data e aprendizado de máquina para otimizar as operações, remover redundâncias e priorizar alertas. 

Através de análise profunda dos dados, a máquina pode identificar padrões ocultos e insights acionáveis, auxiliando a equipe a identificar necessidades ou ajustes na infraestrutura ou processos, obtendo melhorias nas operações.

Estas características fazem com que os processos, implementações e desenvolvimento sejam mais ágeis, palavra de ordem para qualquer empresa que busca sua transformação digital.


Hiperautomação e Transformação Digital

Produzir com agilidade em processos inteligentes e inovadores. Este é o principal propósito da hiperautomação que garante um acesso mais rápido aos benefícios da transformação digital. De forma essencial, a hiperautomação é uma mudança de qualidade técnica, normativa e cultural, sendo capaz de antecipar progressos positivos e otimizar o tempo operacional para crescer com maior aderência e sinergia.

Essa tecnologia não é apenas um conjunto de ferramentas e métodos, ela vai além de um case tecnológico assertivo e produtivo, a hiperautomação é uma solução essencial para os negócios sobreviverem aos novos tempos. Só decidimos automatizar porque escolhemos evoluir com relevância, excelência e agilidade. A transformação digital é fortemente acelerada por meio das habilidades da hiperautomação, por isso, se torna indispensável para qualquer empresa ou projeto de desenvolvimento.

Sobre a Certsys

Empresa há 10 anos no mercado de tecnologia da informação, trazendo inovação e resultados para seus clientes através da transformação digital e parcerias de sucesso.

E aí,

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