Há cerca de cinco meses, a pandemia do coronavírus pegou muita gente de surpresa e impôs às empresas uma série de tomada de decisões pautadas na emergência, sem um planejamento prévio. 

Adaptações às pressas foram necessárias, como a reorganização financeira, já que muitos negócios reduziram suas atividades, o número de funcionários e até a necessidade de adotar o home office.

Agora, com muitas empresas considerando o retorno gradativo ao trabalho presencial, as organizações têm a possibilidade de se prepararem e planejarem uma volta segura com o intuito de a manter as atividades em funcionamento. Para isso, deve-se adotar algumas ações.

Neste artigo, o Tangerino – controle de ponto apresenta algumas dicas e orientações para qualquer empresa que esteja planejando a retomada ao trabalho presencial. Confira!

A importância do RH no processo de retomada do trabalho presencial

Um dos primeiros aspectos que precisam ser considerados pela equipe de Recursos Humanos é que, para além das atividades da empresa, o foco precisa estar nas pessoas.  

Isso quer dizer que se deve pensar na segurança, bem-estar e na saúde de todos os colaboradores que serão reinseridos ao ambiente físico da empresa. 

Primeiramente por serem pessoas, que merecem cuidados e consideração, mas também porque, caso a empresa não tome todos os devidos cuidados, aumentam as chances de contaminação e disseminação da Covid-19. Desta forma, a retomada ao trabalho presencial se torna um grande problema. 

Nesse processo de volta ao ambiente de trabalho, o RH deve trabalhar sob duas frentes: a comunicação interna constante com todos os colaboradores e a implantação de ações práticas, que serão abordadas a seguir.

O objetivo deve ser a garantia da segurança dos funcionários e, claro, a sustentabilidade e a continuidade dos negócios. Confira as dicas a seguir:

#1 Aferição diária da temperatura

Um dos principais sintomas considerados no contexto do coronavírus é a alta temperatura, que, associada a outros sintomas, como tosse, pode ser indício de contaminação por Covid-19.

É considerada febre baixa quando a temperatura está entre 37,8 a 38 °C, já a febre moderada chega até os 39º, enquanto a alta ultrapassa os 39º. Para evitar manter funcionários nesses estados na empresa, é essencial que haja a conferência diária da temperatura de todos. 

Isso pode ser feito por meio do termômetro infravermelho, que permite a um funcionário treinado ficar na entrada da empresa conferindo a temperatura de todos que entram nas dependências. Isso é feito sem que haja contato físico entre as pessoas. 

Outra possibilidade também é que a empresa entregue a cada funcionário um termômetro individual, desses que, geralmente, são colocados abaixo do braço. A ideia seria que, diariamente, o colaborador conferisse sua temperatura e a registrasse em uma planilha compartilhada.

Em caso de registro de funcionário que esteja com a temperatura mais alta, é recomendável que ele seja encaminhado para avaliação médica. 

#2 Higienização constante dos ambientes de trabalho

A higienização dos espaços de trabalho deve ser feita ao longo do dia, principalmente em caso de empresas que tenham uma movimentação maior e trocas de turnos.

A limpeza deve ser feita no chão, nas mesas e cadeiras e espaços que são comumente frequentados por todos, como recepção, cozinha e banheiros.

Uma alternativa é realizar a pulverização dos espaços com soluções que, comprovadamente, eliminam o vírus. A empresa também deve disponibilizar álcool 70%, seja líquido ou em gel, nos pontos mais estratégicos. 

#3 Incentivo ao uso dos equipamentos de proteção individual

Há meses o uso de máscaras é obrigatório em locais públicos e privados, abertos ou fechados. Essa regra deve ser lembrada pela empresa constantemente.

Além disso, também  é possível  investir na compra de máscaras descartáveis para servirem de reserva para os funcionários, caso necessitem. 

Mais um equipamento que tem muita utilidade no ambiente de trabalho é o visor facial, normalmente feito de acrílico, que pode servir como mais uma forma de incrementar a proteção individual. 

#4 Planejamento e gestão das equipes presenciais e em home office

Outra importante medida de combate ao coronavírus no ambiente de trabalho é avaliar o número de funcionários que existem em relação ao espaço da empresa.

Com base nessa análise, a empresa deve pensar na manutenção de equipes que podem continuar em casa, atuando à distância, enquanto outras voltam ao trabalho presencial.

Essa medida deve ser avaliada de acordo com o porte da empresa e as necessidades de trabalho, principalmente se houver funções que podem ser feitas à distância sem comprometimento à qualidade do serviço.

#5 Implementação das escalas de horários

Os horários de trabalho também podem ser avaliados pelo RH, visando a possibilidade de evitar aglomerações.

A empresa deve organizar escalas que contribuam, por exemplo, para que vários funcionários não entrem e saiam ao mesmo tempo, por exemplo: suponha que o horário de entrada e saída comum a todos é de 8h às 17h. Nesse caso, a empresa pode criar escalas de horários diferentes.

Assim, haveriam grupos que trabalhariam de 8h às 17h, outros de 9h às 18h e os demais de 10h às 19h. A organização, é claro, pode ser feita a partir do diálogo com todos os funcionários, considerando a medida como necessária para evitar aglomerações e, consequentemente, a possibilidade de disseminação do vírus. 

#6 Atenção aos colaboradores do grupo de risco

As pessoas que fazem parte do grupo de risco são aquelas com idade acima dos 60 anos e/ou que possuam alguma doença preexistente ou crônica, como diabetes, problemas cardíacos ou pulmonares. O ideal é que a empresa mantenha essas pessoas em trabalho remoto. 

Já nos casos em que o serviço do funcionário não possa ser realizado à distância, também é possível contar com um recurso garantido por lei, que é a suspensão temporária do contrato de trabalho, de acordo com a MP 936/2020, que foi convertida na Lei nº 14.020/2020.

A empresa pode avaliar a decisão mais interessante de acordo com sua situação.

#7 Organização do ambiente de trabalho

A organização do ambiente de trabalho passa diretamente pela disposição das mesas e cadeiras, feita com base no distanciamento mínimo, além da instalação de barreiras físicas entre os funcionários, caso seja necessário.

Outra questão fundamental para a volta ao trabalho presencial é a ventilação. Conforme orientado pelas autoridades de saúde, os ambientes devem estar constantemente ventilados de forma natural. Isso quer dizer, inclusive, que por enquanto o uso de ar-condicionado não deve ser adotado.

Além disso, a realização de reuniões presenciais deve ser considerada apenas em último caso e com a participação de poucas pessoas, mantendo o devido distanciamento. O recomendável é que as empresas continuem usando a tecnologia, como as videoconferências, para se comunicarem. 

#8 Uso de tecnologias para minimizar as chances de contágio

A pandemia do coronavírus também tem mostrado às empresas a disponibilidade de diversas tecnologias que facilitam a comunicação, a gestão, a organização das tarefas e até mesmo o controle de ponto durante o isolamento social.

Como é o caso de um app que permite que o colaborador faça o registro de ponto sem contato físico com o dispositivo. Ele realiza a leitura do QR Code, que fica disponível no crachá do funcionário, e ainda fotografa do colaborador para fortalecer a veracidade do registro de ponto.

Assim, todas as informações ficam salvas na ferramenta sem que seja necessário o contato com alguma superfície.

O que achou dessas dicas práticas para preparar a volta ao trabalho presencial? Lembre-se: a principal preocupação da empresa deve ser com a segurança dos funcionários e a preservação de sua saúde. Com isso, os negócios só têm a ganhar e as atividades seguem em condições de serem realizadas. 

Post by SimbioX
Agosto 26, 2020

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