Quais licões sobre engajamento no trabalho podemos extrair de um dos mais famosos livros best-seller do mundo?

Uma criança nascida em uma região pobre dos Estados Unidos, cujo trabalho era auxiliar os pais agricultores, tornaria-se umas das pessoas mais respeitadas do mundo.

Qual foi seu grande legado? Certamente sua habilidade em tratar outras pessoas e fazer elas tomarem decisões, ou seja, sua incrível habilidade de persuasão.

Mas, já falaremos sobre isso daqui a pouco.

Ainda criança, Dale Carnegie, autor do livro “Como fazer amigos e influenciar pessoas”, foi despertado pelo interesse na arte de falar em público. Essa habilidade o ajudou no início de sua carreira como vendedor.

engajamento no trabalho palestras de Dale Carnegie
fonte: https://jeremy.live/

Mais tarde, percebendo que poderia compartilhar seus dons de oratória e vendas, começou a ministrar um curso chamado: “Falar em público: um curso prático para homens de negócio”.

Logo as pessoas ficaram encantadas pelos conceitos apresentados por Dale e a procura por seus cursos começaram a aumentar.

Depois de 24 anos ministrando cursos, Dale Carnegie lançou em 1936 seu mais famoso livro “Como fazer amigos e influenciar pessoas”.

Segundo o autor, este livro trata-se de:

Um manual prático sobre as relações humanas.

Veja alguns números impressionantes sobre o livro:

  • Já vendeu mais de 50 milhões de cópias ao redor do mundo;
  • A escola de treinamentos de Dale Carnegie existe até hoje e conta com mais de 3.000 instrutoras presentes em 97 países – inclusive no Brasil;
  • Certa vez, Warren Buffett, um dos homens mais risco do mundo disse: “se eu não tivesse feito este curso, toda minha vida teria sido diferente”

O que este livro tem a ver com comunicação interna e engajamento no trabalho?

Dale Carnegie foi uns dos mais famosos entusiastas da ciência das relações humanas. Isso o permitiu ao longo dos anos investir em conhecer e desenvolver as habilidades necessárias para construir relações verdadeiras com qualquer pessoa.

O principal fruto deste trabalho é o livro “Como fazer amigos e influenciar pessoas”. Ou seja, este livro reúne milhares de relatos das pessoas treinadas por Dale durante décadas, bem como seu profundo estudo sobre as relações humanas.

Assim, a grande lição deste livro é apresentar um manual para qualquer um aprender os princípios elementares para se conectar, influenciar e engajar pessoas.

Agora, pense em quais são seus grandes objetivos em comunicação interna:

  • Engajar colaboradores?
  • Entender melhor cada colaborador e transmiti sua mensagem de forma clara e objetiva?
  • Fazer as pessoas cooperarem umas com as outras?
  • Fazer as pessoas lerem e comentar sua mensagem?
  • Despertar um desejo genuíno nas pessoas em interagir com suas campanhas internas?

Se os objetivos acima fazem sentido para você, após conhecer e aplicar esses princípios, você será capaz de:

  • Conquistar pessoas para sua causa, propósito ou projeto;
  • Aumentará a sua influência enquanto comunicador;
  • Aumentará seu prestígio e sua habilidade de conseguir as coisas;
  • Ajudará você a acabar com queixas, evitar discussões e manter um bom clima organizacional.
  • Vai ajudá-lo a despertar o entusiasmo entre seus colaboradores.

Pois bem! está interessado em aprender esses princípios?

Continue lendo.

Como este artigo foi elaborado?

O livro é divido em 3 partes. Cada parte possui de 3 a 12 princípios, no total são 30 princípios. Portanto, para organização deste artigo, selecionamos os 10 princípios fundamentais para aplicar em comunicação interna.

Se você quiser conhecer os demais princípios, adquira o livro ou, procure pelos programas de treinamento da Dale Carnegie no Brasil.

Agora sim, vamos conhecer os princípios para você influenciar, conquistar e engajar seus colaboradores com as dicas o livro.

O grande segredo de tratar as pessoas

Quando pensamos em satisfazer as necessidades de um colaborador, algumas características são fáceis de perceber, tais como:

  • Precisam de um salário justo;
  • Querem trabalhar em um ambiente saudável de trabalho;
  • Colaboradores precisam de benefícios básicos, como: vale-transporte, saúde, refeições entre outros.

Porém, existe uma necessidade pouco perceptível…

Segundo o filósofo americano, John Dewey, essa necessidade é:

O desejo de ser grande

Outro filósofo americano chamado William James, acrescenta:

O mais profundo princípio da natureza humana é o desejo de ser apreciado

Esse desejo não é satisfeito com salários, ambiente de trabalho ou qualquer coisa semelhante. Portanto, esse desejo está nas camadas mais profundas do ser, e é tão precioso para pessoas quanto seu próprio extinto.

o desejo de ser grande e o engajamento no trabalho

Mas, como o grande segredo ajuda no engajamento no trabalho?

O desejo se ser grade para os colaboradores está ligado a aspectos internos e emocional.

Simon Sinek, palestrante e famoso autor de best-seller “Encontre seu porquê: um guia prático para descobrir o seu propósito e o de sua equipe”, escreveu:

“Todas as pessoas merecem acordar de manhã animadas para ir ao trabalho. Para nos sentirmos assim, precisamos primeiro entender exatamente o PORQUÊ do que fazemos’

Logo, o desejo de ser grande e apreciado representa o real motivo de seu colaborador fazer o que faz. Isto é: encontrar satisfação e felicidade no trabalho.

A partir disso, você pode pensar duas coisas:

  • Encontrar satisfação no trabalho é responsabilidade exclusiva do colaborador;
  • Ajudar o colaborador a encontrar satisfação no trabalho faz parte das responsabilidades da empresa.

Enquanto a primeira resposta te levará para um mundo onde conquistar seu colaborador é meramente fruto do acaso, a segunda é uma ação consciente ao encontro de entender os mecanismos que fazem as pessoas gostarem de estar ao seu lado.

Afinal, o primeiro conselho do Livro é esse:

O único jeito de fazer com que alguém faça algo é elas querendo fazer. Não há outro jeito.

Mas e agora: como conciliar as vontades e expectativas tanto do colaborador quanto da empresa? Talvez o próximo parágrafo te traga algumas respostas.

Aquele que conseguir isso terá todo o mundo a seu lado. Aquele que não conseguir, trilhará um caminho isolado

O autor utiliza uma analogia para explicar o conceito de utilizar os elementos certo para atrair e conquistar uma pessoa.

Sou apaixonado pelos morangos com creme, mas sei que, por alguma estranha razão, os peixes gostam mais de minhocas. Por isso, quando vou pescar, não penso sobre o que mais me agrada. Penso sobre a predileção dos peixes.

Se você quer ter colaboradores ao teu lado precisará entender qual é “predileção” deles. Ok, então isso significa moldar a minha empresa baseada no que os colaboradores querem?

Não. Na verdade, isso significa encontrar o ponto de conexão entre as expectativas da empresa e do colaborador.

Certo, como faço isso?

Primeiro é necessário definir a expectativa maior da empresa, ou seja, seu propósito.

Caso você ainda não tenha o propósito da sua empresa definido, você pode utilizar a regra do “O que”, “Por Que” e “E Daí?”

Essa técnica, conforme explicou o especialista em Marketing de Confiança, Cassio Politi, ajuda a dar credibilidade, profundidade e utilidade para uma mensagem.

Por exemplo, vamos estudar o propósito do Google:

“Organizar as informações do mundo todo e torná-las acessíveis e úteis em caráter universal.”

Veja como essa mensagem se encaixa na regra:

  • O que: organizar as informações do mundo
  • Por quê: para torná-las acessíveis
  • E daí: qualquer pessoa no mundo pode se beneficiar disso

A partir daí você começa definir a expectativa do colaborador baseada em sua função e departamento.

Com isso em mãos, agora você tem algumas ferramentas para descobrir se você e seu colaborador estão falando a mesma língua.

Se você não fizer isto, será dominado por complicações

Existe um segredo simples para aprender a se conectar e engajar com qualquer pessoa. Aliás, por ser tão simples, é facilmente ignorado.

Imagine isso: você conheceu uma nova pessoa há pouco tempo. De repente, você está passeando pelo mercado e a encontra. Você diz:

  • Olá João, como vai?
  • Vou bem e você, Pedro?
  • Pedro?

Claramente você não se chama Pedro.

A pessoa comum é mais interessada no seu próprio nome do que em todos os outros nomes da terra juntos

Quem concluiu isso foi Jim Farley, responsável pela campanha que levou Franklin Roosevelt à presidência dos EUA. Farley tinha a incrível habilidade de decorar mais de 50 mil nomes.

Claro, você não vai precisar decorar todos os nomes dos seus colaboradores, afinal, sua empresa pode ter milhares deles.

Sendo assim, como usar essa técnica para engajar colaboradores?

Antes de tudo, se esforce para decorar o nome dos colaboradores. Uma boa técnica para melhorar sua habilidade de lembrar nomes é repeti-los várias vezes durante uma reunião – especialmente quando você está falando com a pessoa pela primeira vez.

Agora, você também pode usar tecnologia para isso. Por exemplo, se sua empresa utiliza e-mail na comunicação interna, você pode usar ferramentas de automação de e-mails como o Mailchimp.

Mailchimp engajamento no trabalho por e-mail.

Essas ferramentas permitem personalizar tanto o assunto quanto o corpo do e-mail. Desta forma, você pode cadastrar a lista de colaboradores na plataforma e disparar e-mails customizados.

Além de personalizar sua comunicação interna, esta técnica pode aumentar as chances de abertura do seu e-mail em 30%, aproximadamente.

Como causar interesse nas pessoas

Interessando-nos pelos outros, conseguimos fazer mais amigos em dois meses do que em dois anos a tentar que eles se interessem por nós

  • Quais sãos os temas preferidos dos seus colaboradores?
  • Que tipo de notícia ou comunicado gera mais engajamento entre eles?
  • Quando foi a última vez em que você realizou uma pesquisa de clima?
  • Qual são os maiores desafios enfrentados pelos colaboradores da sua empresa?
  • Qual foi a última vez que você pediu para seus colaboradores enviarem sugestão para melhorar os resultados e o clima da sua empresa?

Se você não tem resposta para pelo menos 60% dessas perguntas, é hora de começar a entender quais sãos os interesses dos seus colaboradores.

O princípio básico é: as pessoas gostam de falar sobre temas que as interessa. Portanto, descobri-los fará você avançar várias casas no tabuleiro do engajamento no trabalho.

O que fazer ao descobrir com o que as pessoas se interessam?

  • Crie conteúdos e publique no seu canal de comunicação interna;
  • Desenvolva workshops com convidados internos ou externos para discutir o tema;
  • Crie grupo de discussões;
  • Permita ao colaborador se expressar, seja através de intranet e/ou outros canais.

O segredo de Sócrates

Como começar uma conversa difícil? A dica do autor é:

Comecem pelos pontos em comum

Não rara são as vezes onde é necessário ter conversas difíceis com seu colaborador, seja para corrigir um comportamento ou dar um feedback.

Neste momento, é importante utilizar técnicas para que sua mensagem seja recebida e entendida pela outra parte. Afinal, você espera uma mudança de atitude dali para frente.

Então, para te ajudar nessa hora, o autor recomenda utilizar uma técnica centenária criada pelo grande filósofo Sócrates.

Essa técnica chama-se “método socrático” e constitui na habilidade de fazer uma pessoa reconhecer um erro a partir de uma sequência de perguntas simples. O grande objetivo é conseguir vários “sim”.

Como aplicar o método socrático em uma conversa?

Por exemplo: vamos imaginar um cenário onde você é o gestor e precisa conversar com um colaborador a respeito de uma tarefa não entregue no prazo combinado.

Como você usaria o método socrático para fazê-lo entender o quão é importante entregar as tarefas em dia?

Vamos lá:

  • Olá João, como vai?
  • Tudo certo.
  • Gostaria de discutir uma situação contigo.
  • Bom, você acha que é importante a gente conseguir bater a meta da empresa?
  • Sim, claro.
  • E também, é importante todas as áreas entregarem os resultados dentro do prazo sugerido?
  • Sim, com certeza.
  • E seria bom se a gente mostrar para liderança da empresa como nosso time é bom no que faz?
  • Sim, sem dúvidas
  • Então, eu posso contar que tarefas simples serão entregues no prazo certo e, se não for, você vai pedir ajuda ou informar como podemos ajudá-lo?
  • Sim, conte comigo.

O grande segredo de Sócrates não era apontar o erro da pessoa, mas fazê-la entender o porquê estava errada a partir da própria reflexão.

Amanhã, você quer persuadir alguém a fazer alguma coisa? Antes de abordar o assunto, faça a si a mesma a pergunta: “Como poderei fazer com que ele queira isso”?

Como obter cooperação?

“Nenhum homem gosta de sentir que lhe estão vendendo algo ou dizendo-lhe para fazer determinada coisa. Preferimos sentir que nós estamos comprando por nossa própria vontade ou agindo de acordo com nossas próprias ideias.”

Para conseguir cooperação você precisa dar a oportunidade para o colaborador ser parte da solução. Afinal, ninguém quer fazer parte no problema, concorda?

Agora, qual foi a última vez que você aproveitou a ideia de um colaborador, aplicou e o deixou saber disso?

Permitir ao colaborador ver sua ideia aproveitada pela empresa, pode despertar o sentimento de empresário ao ver o fruto de seu trabalho crescendo e dando resultado.

Quanto esse sentimento ajudaria na motivação e produtividade dos seus colaboradores? Pense nisso.

Por outro lado, quem gosta de ter o sentimento de “estão me empurrando alguma coisa para comprar”?

Pelo contrário, gostamos quando de barganhar, sugerir, modificar e deixar tudo ao nosso gosto, pois isso nos dá a sensação de controle e de vitória.

Ok, mas como aplicar na minha empresa?

Comece pelo básico: crie um formulário para capturar ideias de melhorias para empresa e se esforce para escolhe as melhores. Depois, deixe que todos vejam quais fororam os autores das ideias.

Faça seu colaborador sempre fazer parte da solução e não do problema.

Seja solidário

“Se há algum segredo de sucesso, ele consiste na habilidade de aprender o ponto de vista da outra pessoa e ver as coisas tão bem pelo ângulo dela como pelo seu” Henry Ford

Se você chegou até aqui, deve ter notado como todos os princípios giram em torno de pensar no outro, no caso, no colaborador.

Então, se você não estiver realmente disposto a levar isso em consideração, este conteúdo não serve para você. Por outro lado, se você entende que o colaborador, ou melhor, a pessoa de carne e osso que visita a sua empresa todos os dias é um tesouro precioso, certamente essas simples lições farão vocês ter uma equipe realmente motivada e engajada.

Essa explicação é necessária, pois este princípio é o mais próximo de “enxergar com os olhos do colaborador”

Afinal, o que é ser solidário?

Solidariedade é uma palavra Francesa e significa “responsabilidade recíproca”. Claro, assim fica difícil de entender, né?

Mas, é possível resumir em:

ser solidário é uma tentativa de olhar com os olhos do outro e, a partir disso, ajudá-lo com boas intenções e generosidade.

Trata-se de uma tentativa, pois nunca é possível realmente estar na pele da outra pessoa.

Como aplicar a solidariedade na forma como eu trato os meus colaboradores?

Esse é um dos princípios mais subjetivos, todavia, a ideia central é: sempre quando for conversar, construir uma mensagem, enviar um e-mail ou realizar qualquer ato de relacionamento com o colaborador, você deve se perguntar:

Se eu estivesse no lugar dele, como eu gostaria de ser tratado?

Quando tratarmos com pessoas, lembremo-nos sempre de que não estamos tratando com criaturas lógicas. Estamos tratando com criaturas emotivas, criaturas suscetíveis às observações norteadas pelo orgulho e pela vaidade.

A Netflix faz isso, Hollywood também. Por que você não faz o mesmo?

“A verdade deve ser tornar viva, interessante, dramática. Você tem que fazer demonstrações”

O filmes utilizam uma técnica que funciona desde 1895, quando foi exibido o primeiro filme em uma tela de cinema. O Filme se chamava “Arrivée d’un train em gare à La Ciotat” (Chegada de um trem à estação da Ciotat).

O filme tinha pouco menos de 60 segundos e se resumiu na chegada de um trem a estação e termina com o desembarque de alguns passageiros.

O que para hoje seria um teaser de um filme qualquer, para as pessoas da época foi tão assustador a ponto de pessoas deixarem a sala de cinema em desespero.

Nota: Isso aconteceu, pois as pessoas pensaram que o trem iria invadir a sala de cinema.

A mesma técnica usada neste filme é replicada até hoje, porém com outros formatos: dramas, suspense, terror, comédia e por aí vai ….

O grande segredo dos filmes é estimular emoções do público através de histórias bem contadas.

E não há coisa mais irresistível do que juntar emoções com histórias, pois ela têm o poder de capturar a atenção do público e fazê-lo perder a noção do tempo.

Haja vista as várias horas que gastamos assistindo Netflix. Então, se esta técnica funciona há tanto tempo para passar uma mensagem através de história, por que não a aproveitar para despertar o interesse no seu colaborador em ouvir o que você tem a dizer?

Como usar a tecnica da Netflix na sua comunicação interna e aumentar o engajamento no trabalho?

Acredite, isso realmente pode ganhar seu colaborador, afinal, na maioria das vezes tomamos ações baseadas em emoções e utilizamos a razão apenas para justifica-las para nós mesmo.

O princípio é: capture a imaginação do seu colaborador através de histórias e com toques de emoções. Desta maneira, sua mensagem organizacional se tornará irresistível tal qual um bom filme no cinema.

O escritor Nicholas Boothman em seu livro “Como convencer alguém em 90 segundos”, escreveu:

“Capture a imaginação e você vai capturar o coração”

Então, se você quer ser um mestre em aplicar essa técnica na sua comunicação interna, você precisa dominar o Stoytelling – a arte de contar histórias irresistíveis.

Para isso, vou te recomendar esse artigo completíssimo do nosso blog:

Storytelling – 8 elementos para criar histórias memoráveis.

Reforço: esse artigo pode ser a diferença entre ser ignorado ou lembrando quando o assunto é comunicação interna.

Quando tudo falhar experimente isto

Quando eu era mais novo, eu e meu irmão mais velho tínhamos uma tradição de jogar videogame todas as tardes depois da escola.

O fato de poder passar algumas horas jogando em um antigo Playstation 2, era o que me motivava a terminar as lições de casa – afinal, o videogame só era liberado quando as terminava.

Lembro-me de até esquecer de comer para continuar jogando, pois tinha algo exatamente prazeroso naquilo.

Este ritual aconteceu inúmeras vezes e, claro, não só na nossa casa, mas em diversas casas de crianças e adolescente por todo mundo.

Não há como negar que existe algum segredo no mundo dos jogos que faz uma criança ou até mesmo um adulto passar horas em frente a uma tela.

Por sorte, há algum tempo algumas pessoas começaram a estudar o tema e entender como aplicar em outras áreas.

Assim, um grupo de companhias saiu na frente na busca por replicar a mecânica usada nos games para o mundo corporativo.

Daí, nasceram os primeiros programas de fidelidade das companhias áreas, onde permitiam ao cliente acumular pontos para trocar por recompensas ou privilégios.

Qual o grande segredo desta estratégia?

As pessoas perceberam que o desejo de competir, superar obstáculos e receber recompensas por isso, pode fazer um mero cliente se tornar um verdadeiro fã – ou em casos extremos: viciados na sua empresa.

A partir disso, a mecânica dos jogos ou como é chamado hoje em dia: “gamificação” passou a ser aplicada em vários mercados: de companhias áreas a aplicativos de aprendizagem de línguas, como o Duolingo.

Como usar isso para engajar colaboradores?

Você pode aplicar pequenos programas de recompensas por atividades concluídas. Aqui na SimbioX, por exemplo, criamos um programa onde os colaboradores recebiam recompensas por:

  • Ajudar na limpeza do escritório;
  • Praticar atividade física;
  • Responder corretamente a enquetes;
  • Contribuir com ideias para melhorar os resultados da empresa;
  • Encontrar algum erro no site;
  • Indicação de Livros …

Cada recompensa dava direito a prêmios, como:

  • Vale- almoço;
  • Vale-almoço especial com o CEO;
  • Vale-livro;
  • Folgas;
  • Capsulas de café

E vários outros. Resultado: sucesso total. Contamos com a participação de 90% dos colaboradores. Apesar do programa ter terminado há algum tempo, até hoje é lembrado pelos colaboradores.

Por fim, se quiser conhecer mais sobre o tema, leia este artigo do blog sobre gamificação.

Como criticar sem ser odiado

Chegamos ao último princípio.

Se você chegou até aqui, parabéns. Você está um passo à frente na jornada de entender os segredos de conquistar pessoas…

Aliás, se você já pensa em aplicar metade desses princípios, com certeza você verá diferença no engajamento no trabalho do seu time.

Sendo assim, vamos ao último princípio – e esse será um pouco mais curto.

Esse princípio, além de melhorar sua habilidade em “criticar sem ser odiado:”, vai aumentar seu pode de persuasão ao escrever comunicados, mensagens , e-mails , notícias na Intranet ou em qualquer outro ponto de contato com seu colaborador.

O princípio é:

“É sempre mais fácil ouvir as coisas desagradáveis depois de ouvir alguns elogios as nossas qualidades”

Simples, certo? Mas não ignore seu poder de fazer as pessoas aceitarem sua crítica. Sério!

Que tal aplicar isso no seu próximo feedback?

Agora, a última dica deste princípio é: reduza o uso da palavra “mas” ao realizar uma crítica substituindo pela palavra “e”.

Deixa-me explicar melhor.

Quando você inclui um “mas” logo depois de iniciar seu texto ou fala, as pessoas tendem a ignorar tudo o que você disse ou escreveu antes.

Nosso cérebro está programado para traduzir “mas” como “não importa”.

Exemplo:

  • Você está indo bem, mas preciso de um pouco mais de trabalho.

Nosso cérebro entende:

  • Não importa se você está indo bem, preciso de um pouco mais de trabalho.

Como essa frase poderia ficar melhor?

  • Você está indo bem, parabéns e para ficar melhor, preciso que você faça mais isso ou aquilo.

A simples mudança de uma palavra de três letra pode quase sempre indicar a diferença entre o fracasso e o sucesso ao se tentar mudar uma pessoa sem ofender nem causar ressentimento

Conclusão

Como você pode ter percebido, boa parte dos princípios são atitudes simples – quase elementares. Talvez exatamente por isso seja difícil de percebê-las.

Porém, o motivo pode ser outro: será que estamos tão imersos na tecnologia que acabamos perdendo a habilidade do tato humano?

Talvez a proposta do livro seja uma jornada de “re-humanização”. Portanto, se estamos falando de engajamento no trabalho, a proposta seria uma re-humanização na nossa comunicação interna e da forma como tratamos e enxergamos cada colaborador.

Se você realmente está disposto a aumentar o engajamento no trabalho através dos princípios deste artigo, vou te fazer um desfio:

Aplique pelo menos um desses princípios na sua próxima interação ou comunicação com o seu colaborador.

Fácil, certo? Não são 10 princípios, é apenas 1. Você vai tirar de letra.

Faça isso, peça feedbacks e depois volte aqui nos comentários e fale dos resultados. Combinado?

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Post by Cristiano Sacramento
Novembro 4, 2020

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